a serviço das bacias hidrográficas transfronteiriças
Na Guiana Francesa, no Suriname e no Brasil, as bacias hidrográficas do Maroni e do Oiapoque estendem-se por vastos territórios, por vezes de difícil acesso e com pouca instrumentação. A hidrologia espacial permite monitorar esses ambientes a partir do espaço, complementando as estações de medição no solo, para melhorar o conhecimento, o acompanhamento e a gestão integrada dos recursos hídricos em escala transfronteiriça.
Pluviometria Satelital
Algoritmos recuperam dados satelitais de chuva fornecidos pela NASA para a zona das bacias do Maroni e do Oiapoque e aplicam uma correção a partir dos dados do radar do CSG (Kourou). Esses dados alimentam o modelo hidrológico e permitem antecipar melhor cheias e secas.
Modelagem Hidrológica MGB
Alimentado por dados satelitais e medições in situ, o modelo MGB simula diariamente as vazões e os níveis de água nas duas bacias. Também pode fornecer previsões de curto prazo, cuja confiabilidade depende da qualidade das previsões meteorológicas disponíveis. Uma ferramenta fundamental para a gestão da água e antecipação de riscos, com resultados acessíveis para apoiar os gestores no dia a dia.
Altimetria Espacial
Satélites como o SWOT medem a altura dos cursos d'água a partir do espaço. Um meio único de obter dados sobre os níveis de água, mesmo nas zonas mais isoladas, onde nenhuma estação pode ser instalada. Esses dados complementam as medições de campo e enriquecem o conhecimento hidrológico das duas bacias.
Cor da Água
O processamento de imagens do satélite Sentinel-2 através de algoritmos do IRD/CNES permite mapear a qualidade das águas superficiais em 4 parâmetros: turbidez, clorofila, material em suspensão e matéria orgânica. Uma informação preciosa para detectar pressões e monitorar os impactos do garimpo, da agricultura ou de variações sazonais.